Quanto é a parcela do FIES depois de formado​?

moça mexendo em celular com app do fies

“Quanto vou pagar de FIES quando me formar?” Essa é provavelmente a pergunta que mais tira o sono de quem está pensando em usar o financiamento estudantil para conquistar o diploma. E não é para menos: planejar o futuro financeiro é tão importante quanto escolher a carreira certa.

A resposta pode te surpreender positivamente. O FIES possui um sistema de pagamento inteligente que se adapta à sua realidade financeira, garantindo que você nunca pague mais do que consegue. Mas como isso funciona na prática? Quanto sai por mês? E se eu ficar desempregado?

Esta matéria vai responder todas essas perguntas com transparência total. Você vai descobrir valores reais, conhecer casos práticos de outros estudantes e aprender a calcular sua própria parcela. Prepare-se para tomar uma decisão certeira sobre seu futuro acadêmico!

Pagamento do FIES: é mais simples do que parece

Vamos direto ao ponto: o valor da sua parcela do FIES depende principalmente de quanto você ganha. Parece óbvio, mas é importante entender que o governo não define um valor fixo para todos. O cálculo é personalizado e leva em conta sua situação individual.

A regra de ouro do programa é clara e protege você: sua parcela nunca ultrapassará 10% da sua renda mensal bruta. Isso mesmo. Não importa quanto você financiou, não importa há quanto tempo está pagando. O limite é sempre 10% do que você ganha.

Vamos a um exemplo rápido: se você recebe R$3.000 por mês, sua parcela máxima será de R$300. Se sua renda sobe para R$5.000, a parcela pode ir até R$500. Ficou desempregado? A parcela cai para o mínimo de R$200 até você conseguir um novo trabalho.

Como funciona o pagamento ao longo dos anos?

O FIES se divide em três grandes fases, e cada uma tem suas próprias regras de pagamento. Compreender isso é fundamental para se planejar.

Enquanto você está estudando:

Durante toda a graduação, você não desembolsa nenhum centavo com mensalidades. O MEC paga tudo direto para a faculdade. Sua única responsabilidade é com os juros trimestrais: no máximo R$150 a cada três meses (valores de janeiro de 2026). É um valor simbólico que mantém o financiamento ativo.

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Logo após concluir o curso:

Aqui está uma mudança importante que muita gente não sabe: contratos assinados de 2018 para cá não têm mais período de carência. Você começa a pagar as parcelas completas logo após receber o diploma.

Contratos mais antigos (antes de 2018) ainda contam com 18 meses de carência, onde você continua pagando apenas os juros trimestrais antes de entrar na fase de amortização.

A fase de amortização: o pagamento real

É quando você efetivamente começa a quitar o que foi financiado. Essa fase pode durar bastante tempo, até 3 vezes a duração do seu curso, com limite máximo de 14 anos. As parcelas são calculadas considerando sua renda atual, o total que você deve e o prazo disponível.

O que define o valor da sua mensalidade do FIES

Agora que você entendeu o básico, vamos aos detalhes técnicos. Quatro elementos principais são analisados para chegar ao valor que você vai pagar mensalmente.

Quanto o governo pagou pela sua graduação

Esse é o ponto de partida: o saldo devedor total. Ele representa tudo que o FIES cobriu durante seus anos de estudo.

O cálculo inclui o valor de cada mensalidade multiplicado pelo número de meses financiados. Se você financiou apenas uma parte (50%, 70%, 75%), isso também entra na conta.

Exemplo real: mensalidade de R$1.200, financiamento de 100%, curso de 5 anos. O saldo devedor será de R$72.000 (R$1.200 x 60 meses), mais eventuais juros se seu contrato os incluir.

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Na conta do saldo devedor você também tem que considerar os juros

Sua capacidade de pagamento atual

Aqui está o coração do sistema. O FIES verifica quanto você ganha para definir uma parcela compatível com seu bolso.

Você pode comprovar renda através de contracheque, dados do eSocial, declaração de IR ou extratos bancários. Trabalha como autônomo? Usa a declaração de imposto de renda ou comprovantes de recebimento.

O melhor de tudo, a renda pode ser atualizada sempre que necessário. Recebeu promoção? Mudou de carreira? Está passando por dificuldades? Você informa a nova situação e o valor é recalculado automaticamente.

Quanto tempo você tem para pagar

Os prazos são flexíveis e respeitam a duração da sua graduação. A matemática é simples: até 3 vezes o tempo do curso, limitado a 14 anos no máximo. Veja os prazos na prática:

  • Formou em 3 anos? Pode pagar em até 9 anos;
  • Formou em 4 anos? Pode pagar em até 12 anos;
  • Formou em 5 ou 6 anos? Pode pagar em até 14 anos.

Quanto mais você estende o prazo, menores ficam as parcelas mensais. Porém, o valor total pago ao longo do tempo pode aumentar, principalmente se seu contrato tiver juros.

Juros do contrato: zero ou quase zero

As taxas de juros mudaram bastante ao longo dos anos. Veja como funciona conforme o período do seu contrato:

  • Se você assinou antes de 2018: sua taxa varia entre 3,4% e 6,5% ao ano, dependendo de quando contratou.
  • Se você assina em 2026 (ou assinou de 2018 para cá): com renda familiar até 3 salários-mínimos, seus juros são ZERO. Você paga só o que foi financiado, sem um centavo a mais.
  • FIES Social: programa criado em 2024 que garante 50% das vagas para famílias de baixa renda (até meio salário-mínimo per capita) cadastradas no CadÚnico. Oferece 100% de financiamento com juros zero.

A garantia dos 10%: sua proteção financeira

Vamos reforçar essa informação porque ela é crucial: não importa o resultado de nenhum cálculo, sua parcela NUNCA será maior que 10% do seu salário bruto.

É uma trava de segurança no sistema. Mesmo que matematicamente o valor devesse ser R$700, se você ganha R$5.000, pagará no máximo R$500. O sistema faz esse ajuste sem você precisar pedir.

Casos reais: veja quanto estudantes como você estão pagando

Teoria é importante, mas exemplos práticos ajudam você a visualizar sua realidade futura. Separamos quatro situações baseadas em casos reais de ex-alunos do FIES. Todos os valores são para contratos sem juros (modalidade atual).

Caso 1: Engenharia com mensalidade de R$ 850

Maria financiou 100% do curso de Engenharia Civil em uma universidade privada.

O financiamento:

  • 48 meses de curso (4 anos);
  • Mensalidade financiada: R$850;
  • Total acumulado: R$40.800;

Após a formatura:

  • Maria conseguiu emprego com salário de R$2.600
  • Prazo para pagar: 144 meses (12 anos)
  • Cálculo simples: R$ 40.800 ÷ 144 = R$283
  • Mas 10% do salário dela = R$260
  • Parcela final: R$ 260/mês

O limite de 10% foi aplicado, tornando a parcela mais baixa que o cálculo direto.

Caso 2: Medicina com mensalidade de R$1.500

João realizou o sonho de cursar Medicina através do FIES.

O financiamento:

  • 60 meses de curso (5 anos);
  • Mensalidade financiada: R$1.500;
  • Total acumulado: R$90.000;

Após a formatura:

  • João está em residência médica com bolsa de R$5.000;
  • Prazo para pagar: 168 meses (14 anos)
  • Cálculo simples: R$90.000 ÷ 168 = R$536;
  • Mas 10% do salário dele = R$500;
  • Parcela final: R$ 500/mês

Novamente, a regra dos 10% protegeu o profissional recém-formado.

médico examinando moça
João pagará o valor proporcional a sua renda

Caso 3: Administração com financiamento parcial

Ana financiou apenas parte do curso porque conseguia pagar uma porcentagem.

O financiamento:

  • 48 meses de curso (4 anos);
  • Mensalidade total: R$1.000;
  • Financiou 70%: R$700 por mês;
  • Total acumulado: R$33.600.

Após a formatura:

  • Ana trabalha como analista ganhando R$3.200;
  • Prazo para pagar: 144 meses (12 anos);
  • Cálculo simples: R$33.600 ÷ 144 = R$233;
  • 10% do salário dela = R$320;
  • Parcela final: R$233/mês

Neste caso, o cálculo direto ficou abaixo do limite, então é ele que vale.

Caso 4: Formado em período de desemprego

Carlos se formou mas ainda não conseguiu emprego na sua área.

O financiamento:

  • Total acumulado: R$55.000;
  • Situação: desempregado, renda zero.

Durante o desemprego:

  • Parcela: R$200/mês (valor mínimo do programa)

Assim que Carlos conseguir emprego e comprovar renda, a parcela será recalculada aplicando a regra dos 10% sobre o novo salário.

Comparativo de cenários

Valor financiadoPrazoSalário atualMáximo 10%Valor calculadoVocê paga
R$40.00012 anosR$2.500R$250R$278R$250
R$65.00014 anosR$4.000R$400R$387R$387
R$85.00014 anosR$5.200R$520R$506R$506
R$110.00014 anosR$6.800R$680R$655R$655

Os valores são aproximados e consideram contratos sem juros. Para saber o valor exato do seu caso, consulte o SisFIES.

Quer se inscrever no FIES? Cronograma de 2026

O processo seletivo do FIES para o primeiro semestre de 2026 já tem calendário definido. Anote tudo para não perder nenhum prazo importante.

3 a 6 de fevereiro: período de inscrições

Acesse exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Escolha até três opções de curso, em ordem de preferência.

19 de fevereiro: resultado da seleção

Consulte se foi pré-selecionado. O sistema mostra em qual das suas opções você foi aprovado.

20 a 24 de fevereiro: complementação da inscrição

Se você foi pré-selecionado, complete o processo enviando documentação e validando informações. Etapa obrigatória para não perder a vaga.

26 de fevereiro a 10 de abril: lista de espera

Não foi selecionado na chamada única? Você pode manifestar interesse na lista de espera. As convocações acontecem conforme surgem vagas.

Como você vai efetuar os pagamentos mensais

Depois de formado, você escolhe a modalidade de pagamento que melhor se encaixa na sua rotina profissional. O FIES oferece quatro opções principais.

1. Desconto direto no salário

Melhor para funcionários CLT com carteira assinada.

O valor sai automaticamente do seu contra cheque todo mês. Você não precisa lembrar de pagar, não há risco de esquecer a data, e você mantém o financiamento sempre em dia sem esforço.

2. Boleto mensal

Melhor para: autônomos, freelancers, prestadores de serviço.

Você recebe o boleto por e-mail ou acessa pelo portal do FIES. É importante ter disciplina para pagar sempre na data de vencimento e evitar atrasos.

3. Débito em conta corrente

Melhor para quem prefere automação mas não trabalha com carteira assinada.

Similar ao desconto em folha, mas o dinheiro sai direto da sua conta bancária. Certifique-se de manter saldo suficiente para evitar problemas.

4. Sistema eSocial

Melhor para empresários ou profissionais com empresa própria.

O pagamento é integrado ao eSocial, facilitando a gestão para quem tem CNPJ e emite folha de pagamento.

IMPORTANTE: sua forma de pagamento não é definitiva. Mudou de emprego? Abriu uma empresa? Virou autônomo? Você pode trocar a modalidade sempre que sua situação profissional mudar.

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Quem tem uma empresa pode integrar o pagamento ao eSocial

Acompanhe seu contrato em tempo real

Manter-se informado sobre sua dívida e pagamentos é essencial. O governo oferece três formas de você consultar tudo relacionado ao seu FIES.

Portal SisFIES: controle total do seu financiamento

O Sistema Informatizado do FIES é onde está tudo sobre seu contrato. Através dele você consulta:

  • Quanto ainda falta pagar (saldo devedor atualizado);
  • Valor da próxima parcela e data de vencimento;
  • Todos os pagamentos que você já fez;
  • Se tem alguma parcela atrasada;
  • Extrato completo do financiamento;
  • Comprovantes para baixar;
  • Status do seu cadastro (regular ou com pendências).

Para acessar, entre no site do SisFIES usando sua conta Gov.br. Vá em “Extrato de Financiamento” e veja todas as informações.

Dica: consulte pelo menos uma vez a cada 3 meses para acompanhar a evolução e garantir que está tudo certo.

App do FIES no celular

O aplicativo oficial está disponível para Android e iOS gratuitamente. Tem as mesmas funções do site, mas fica sempre no seu bolso. Ideal para consultas rápidas e ver boletos quando você está fora de casa.

Atendimento telefônico gratuito

Teve algum problema para acessar o sistema? Ligue para 0800 616161. É gratuito e funciona em horário comercial. A equipe ajuda com informações sobre contratos e orientações de pagamento.

Riscos de não pagar: por que vale a pena manter em dia?

Atrasar o FIES traz consequências sérias que podem prejudicar sua vida financeira por anos. É importante conhecer os riscos para evitá-los.

Seu nome fica sujo

Depois de cerca de 90 dias sem pagar, você entra para o Serasa e SPC. Isso gera:

  • Cartões de crédito negados;
  • Empréstimos impossíveis de conseguir;
  • Dificuldade para comprar parcelado;
  • Problemas para abrir conta em alguns bancos.

Cadastro de inadimplentes federais (CADIN)

O CADIN é um registro do governo federal. Se seu nome entrar lá:

  • Você não pode participar de licitações;
  • Tem restrições em concursos públicos;
  • Não consegue contratos com o governo;
  • Certidões negativas ficam bloqueadas.

A dívida cresce automaticamente

Cada mês atrasado adiciona:

  • 2% de multa sobre o valor da parcela;
  • 1% de juros por mês;
  • Correção monetária sobre tudo.

Esses encargos se acumulam rapidamente e a dívida pode dobrar de tamanho.

Cobrança na justiça

Se você deixar acumular muitos meses sem negociar, o governo pode entrar com ação judicial. Isso resulta em:

  • Bloqueio de dinheiro na sua conta;
  • Penhora de bens (em casos extremos);
  • Protesto em cartório;
  • Cobrança do seu fiador (se tiver).

Score de crédito despenca

Sua pontuação de crédito cai drasticamente, dificultando:

  • Alugar imóveis;
  • Financiar veículos;
  • Parcelar compras em lojas;
  • Conseguir juros baixos em empréstimos.

Está com dificuldade para pagar? Você tem opções

Passar por aperto financeiro é normal e pode acontecer com qualquer um. O importante é agir rápido e não deixar a situação piorar. Existem saídas.

Fale com o FNDE antes que atrase

Se você já sabe que terá dificuldade para pagar nos próximos meses, entre em contato com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Eles podem oferecer:

  • Renegociação das parcelas pendentes;
  • Ajuste temporário dos valores;
  • Orientações específicas para seu caso.

Atualize sua situação de renda imediatamente

Perdeu o emprego? Teve redução de salário? Atualize isso no SisFIES agora mesmo. O sistema recalcula sua parcela automaticamente. Se você está desempregado, a parcela cai para R$200 (valor mínimo) até você conseguir outro trabalho.

Documentos que você vai precisar:

  • Carta de demissão ou rescisão de contrato;
  • Declaração dizendo que está sem renda;
  • Carteira de trabalho atualizada.
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Quem está desempregado pode atualizar a renda e pagar o valor mínimo

Programa de renegociação 2026: sua segunda chance

Até 31 de dezembro de 2026, o governo mantém aberto um programa especial de renegociação para quem assinou contrato de 2018 em diante. Os benefícios são excelentes:

  • Parcele em até 180 vezes (15 anos);
  • 100% dos juros e multas são perdoados;
  • Parcela mínima de só R$200;
  • Tudo feito online, sem burocracia.

Para aderir, baixe o app Fies Caixa ou acesse o site da Caixa Econômica Federal. O processo é rápido e você pode limpar seu nome.

Veja também: saiba como funciona a graduação na Uniderp!

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Sua graduação está mais próxima do que você imagina!

Agora você sabe exatamente como funciona o pagamento do FIES depois de formado. A parcela é calculada com base na sua renda real, respeitando sempre o limite de 10% do seu salário. Os prazos são longos, o sistema é flexível e existe proteção para que você nunca fique sobrecarregado.

A Uniderp trabalha em parceria com o FIES e oferece dezenas de cursos de graduação reconhecidos pelo MEC em todas as áreas. Nossa equipe de consultores educacionais está pronta para tirar todas as suas dúvidas sobre o processo de inscrição, ajudar com a documentação e garantir que você entenda cada detalhe do financiamento antes de assinar.

Com planejamento financeiro, acompanhamento regular do contrato e disciplina nos pagamentos, o FIES deixa de ser uma preocupação. Ele se torna exatamente o que deveria ser, o impulso que faltava para você começar a construir o futuro que sempre quis. Educação é investimento, e é o melhor investimento que existe.

Milhares de brasileiros já realizaram o sonho da graduação através do FIES. Agora é a sua vez de fazer parte dessa história!

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