Pós-graduação lato sensu ou stricto sensu? Entenda as diferenças!

homem assistindo à aula em computador

Você terminou a graduação, conquistou o diploma e agora está diante de uma decisão que pode redefinir o rumo da sua carreira: qual tipo de pós-graduação escolher? Se você mora em Campo Grande e já pesquisou sobre o assunto, certamente se deparou com os termos “lato sensu” e “stricto sensu”. São expressões em latim que, à primeira vista, mais confundem do que explicam.

A boa notícia é que a escolha entre uma e outra não precisa ser um bicho de sete cabeças. Cada modalidade atende a objetivos profissionais diferentes, e entender essas diferenças é o primeiro passo para investir no caminho certo. Neste texto, vamos destrinchar o que cada uma representa, como funcionam na prática e qual delas faz mais sentido para o momento em que você está.

Afinal, o que é pós-graduação?

Antes de entrar nos detalhes, vale alinhar o conceito. A pós-graduação é toda formação realizada após a conclusão de um curso superior, seja bacharelado, licenciatura ou tecnólogo. Está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), que organiza os programas de pós em duas categorias: lato sensu e stricto sensu.

Ou seja, quando alguém diz que “fez uma pós”, essa informação sozinha não diz muito. Uma especialização em Gestão de Projetos e um doutorado em Engenharia são, ambos, pós-graduações mas com profundidades, durações e propósitos bem distintos.

O que é pós-graduação lato sensu?

“Lato sensu” vem do latim e significa “em sentido amplo”. Na prática, são cursos voltados para quem quer se aprofundar em uma área do mercado de trabalho sem necessariamente seguir pela via acadêmica. Entram nessa categoria as especializações e os MBAs (Master Business Administration).

De acordo com o Ministério da Educação, os cursos lato sensu têm carga horária mínima de 360 horas. Muitas instituições oferecem programas que podem ser concluídos entre 4 e 18 meses, a depender da estrutura curricular e da carga horária semanal. Ao final, o aluno recebe um certificado de conclusão, e não um diploma, como ocorre no stricto sensu.

Outro ponto relevante é o fato de que o processo seletivo costuma ser mais simples. Em geral, basta ter o diploma de graduação e apresentar a documentação necessária no ato da matrícula. Não há provas de proficiência em idiomas nem defesa de projeto para ingressar.

Especialização

A especialização é o formato mais procurado por profissionais que já estão no mercado e querem se aprofundar em um recorte específico da sua área. Um psicólogo que deseja atuar com neuropsicologia, por exemplo, encontra na especialização o caminho para desenvolver essa competência sem precisar dedicar anos à pesquisa acadêmica.

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MBA

O MBA segue a mesma lógica da especialização, mas com foco em gestão, liderança e tomada de decisão estratégica. É o curso mais indicado para quem ocupa (ou pretende ocupar) cargos de coordenação, gerência ou direção. Áreas como finanças, marketing, logística e gestão de pessoas são algumas das mais comuns nesse formato.

O que é pós-graduação stricto sensu?

“Stricto sensu” significa “em sentido estrito”. São os programas de mestrado e doutorado, voltados para quem deseja se aprofundar em uma linha de pesquisa, produzir conhecimento científico ou seguir carreira acadêmica como docente no ensino superior.

Diferentemente do lato sensu, esses cursos são avaliados e acompanhados de perto pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao MEC. Isso significa que o programa precisa de autorização específica para funcionar, e sua qualidade é periodicamente reavaliada.

mulheres estudando em sala de aula
O mestrado e o doutorado fazem parte da pós Stricto sensu

Ao final do curso, o aluno recebe um diploma e o título de mestre ou doutor, conforme o programa concluído.

Mestrado

O mestrado tem duração média de dois anos e exige dedicação intensa. Disciplinas obrigatórias, participação em grupos de pesquisa e, ao final, a defesa de uma dissertação perante uma banca examinadora.

Existem dois formatos principais:

  • Mestrado acadêmico: voltado para quem pretende lecionar no ensino superior ou seguir na pesquisa científica. A ênfase está na produção de conhecimento teórico e metodológico.
  • Mestrado profissional: indicado para quem quer aplicar o rigor da pesquisa à realidade do mercado de trabalho. O foco está na resolução de problemas concretos dentro de uma área de atuação.

Em ambos os casos, a maioria dos programas exige comprovação de proficiência em pelo menos uma língua estrangeira.

Doutorado

O doutorado é a etapa mais avançada da formação acadêmica. Com duração média de quatro anos, exige que o estudante produza uma tese inédita, ou seja, um trabalho que apresente contribuição original para o campo de estudo.

O processo seletivo é rigoroso e envolve análise de currículo, entrevistas, provas e, em muitos casos, a apresentação de um projeto de pesquisa. Geralmente, é exigido o título de mestre para ingressar no doutorado, embora algumas instituições permitam a entrada direta em situações específicas.

Quais são as principais diferenças entre lato sensu e stricto sensu?

Agora que você já conhece cada modalidade, veja um comparativo direto entre elas:

CritérioLato sensuStricto sensu
Tipos de cursoEspecialização e MBAMestrado e doutorado
Duração4 a 18 meses (mínimo de 360h)2 anos (mestrado) a 4 anos (doutorado)
Foco principalMercado de trabalhoPesquisa e academia
Documento ao finalCertificadoDiploma (com título de mestre ou doutor)
Processo seletivoSimplificado (inscrição + documentação)Rigoroso (provas, entrevista, projeto)
Trabalho de conclusãoPode ou não exigir TCC/monografiaDissertação (mestrado) ou tese (doutorado)
RegulaçãoInstitucional (IES)CAPES/MEC
Modalidade de ensinoPresencial, semipresencial ou EADPredominantemente presencial

Pós-graduação e salário: quanto a formação impacta no bolso?

Um dos fatores que mais pesam na decisão de continuar estudando é o retorno financeiro. E a tendência no mercado brasileiro aponta numa direção clara: quanto maior o nível de formação, maior a remuneração média.

Profissionais com especialização, MBA, mestrado ou doutorado costumam ocupar posições mais bem remuneradas do que aqueles que pararam na graduação. Isso acontece porque a pós-graduação desenvolve competências técnicas e estratégicas que o mercado valoriza e, em muitas áreas, já exige como pré-requisito para cargos de liderança, consultoria ou docência.

Na carreira acadêmica, por exemplo, o título de mestre ou doutor é praticamente obrigatório para lecionar no ensino superior. Já no setor público, diversas carreiras oferecem gratificações por titulação, com percentuais de aumento que variam conforme o plano de cargos de cada órgão.

Observação importante: o impacto salarial de uma pós-graduação varia conforme a área de formação, o porte da empresa, a região do país, o nível de experiência do profissional e o setor de atuação (público ou privado). Negociações salariais, planos de carreira internos e o cenário econômico do momento também influenciam diretamente na remuneração final.

mulher em laboratório ou clínica mexendo em computador
Na área acadêmica o título de mestre ou doutor costuma ser uma exigência

Como escolher entre lato sensu e stricto sensu?

Não existe resposta universal. A escolha depende do seu momento profissional, dos seus objetivos e do tempo que você tem disponível para se dedicar. Antes de decidir, avalie três pontos:

1. Qual é o seu objetivo de carreira?

Se você quer crescer dentro de uma empresa, assumir cargos de liderança ou mudar de área, a pós lato sensu (especialização ou MBA) tende a ser o caminho mais direto. A formação é aplicada, focada em competências do dia a dia profissional, e pode ser concluída em menos de um ano.

Agora, se o seu plano envolve lecionar no ensino superior, conduzir pesquisas ou se tornar referência acadêmica na sua área, o stricto sensu é o caminho natural. Mestrado e doutorado abrem portas que dificilmente uma especialização alcança no ambiente acadêmico.

2. Quanto tempo você pode investir?

Uma especialização EAD, por exemplo, permite que você estude no seu ritmo, conciliando trabalho e vida pessoal. Já o mestrado e o doutorado exigem dedicação mais intensa,  em muitos casos, período integral, especialmente quando há bolsa de pesquisa envolvida.

3. Preciso fazer especialização antes do mestrado?

Não! Essa é uma dúvida comum, mas a resposta é simples. Para ingressar em um mestrado, o único pré-requisito obrigatório é o diploma de graduação. Ter uma especialização pode enriquecer o currículo, mas não é exigência.

Saiba também: veja como funcionam as aulas da pós na Uniderp!

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E agora, qual pós-graduação escolher?

A essa altura, a diferença entre lato sensu e stricto sensu já não é mais um mistério. O que resta agora é uma pergunta mais pessoal: o que faz sentido para você hoje? Talvez seja uma especialização para finalmente ocupar aquela vaga que exige um perfil mais técnico. Talvez um MBA para assumir a gestão de um time. Ou quem sabe o mestrado que você vem adiando há dois anos.

Seja qual for a resposta, a Uniderp tem cursos de pós-graduação lato sensu em áreas como Saúde, Direito, Negócios e Tecnologia, com opções presenciais e EAD, para quem trabalha o dia inteiro e não pode se dar ao luxo de parar. O corpo docente é formado em sua maioria por mestres e doutores, e o campus em Campo Grande oferece a estrutura que um curso desse nível precisa ter.

Se a especialização for o caminho, dá para começar agora. Confira os cursos de pós-graduação da Uniderp e veja qual se encaixa no que você está buscando.

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